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Gramado, 08 de setembro de 2014. Boletim N° 31 |
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Dica da Cristina
Farmacêutica Industrial – Empresária
Relato da nossa experiência como consumidores de leite fornecido pelo produtor
Fazer queijo está incorporado em nossa rotina há 16 anos, desde quando começamos a atividade de produção, com uma pequena queijaria/loja em Canela no ano de 1998. Não tínhamos vacas leiteiras, então procuramos a EMATER local, apresentamos nosso projeto de produção de queijos e o órgão nos indicou no município, um produtor de leite que tinha todos os requisitos sanitários para fornecer um leite de qualidade.
Passamos a adquirir leite do produtor indicado e esta parceria era positiva, tanto para nós, quanto para nosso parceiro. De nossa parte, que não tínhamos uma área rural, não precisávamos nos envolver na dura tarefa do cotidiano de cuidar de gado leiteiro e recebíamos o leite diariamente em nossa queijaria. Nossa principal atividade era fazer queijo. Para nosso parceiro, era um bom negócio, pois vendia sua produção e recebia o valor do leite fornecido, quando nos entregava o produto.
Nos adequamos às exigências da vigilância sanitária e obtivemos o Selo de Inspeção Municipal (S.I.M.).
Em 2000, decidimos morar em uma propriedade rural, transferimos a queijaria para um sítio em Gramado, e passamos a ter nosso próprio rebanho leiteiro para a produção do queijo e iogurte. Igualmente nos adequamos à exigências da vigilância sanitária e obtivemos o S.I.M. pelo município de Gramado.
Em 2007 paramos com a produção de queijos, para nos dedicarmos aos equipamentos da Etiel, porém o fazer queijo estava arraigado na rotina e no hábito alimentar, pela qualidade dos queijos. Também precisávamos de leite para testar nossos equipamentos e como a experiência de aquisição do leite de um parceiro no início de nossa atividade foi positiva, procuramos um produtor, que pudesse fornecer um leite de qualidade para a produção domiciliar de derivados.
Atualmente, todas as quartas feiras, vamos buscar 30 litros de leite na propriedade do produtor. O transporte até em casa demora cerca de 25 minutos e assim que o leite chega, a parte para fazer queijo é pasteurizada e a parte que cabe ao iogurte é fervida.
Além de fazer os queijos tradicionais (adoramos o parmesão), podemos testar receitas e ideias novas de queijos e iogurtes. O uso desta “produção” em culinária também é interessante. Chamamos esta produção de “Produção Gourmet”, uma vez que nos dá a versatilidade de fazer pequenas quantidades de queijo e usar muita criatividade.
O que estamos estimulando é a possibilidade da compra de leite direta do produtor, Estamos cientes da legislação existente, porém nada é imutável, inquestionável e tudo pode ser revisto. Há experiências muito positivas em outros países, com a criação de associações que defendem o direito dos consumidores de adquirir o leite e outros produtos na forma in natura, não industrializada, direto do produtor rural. Há normas rígidas de obtenção destes produtos que devem ser seguidas e há cadastro destes produtores aprovados. Este cadastro é divulgado e o consumidor tem o respaldo de órgãos públicos que garantem a qualidade do produto.
Sugestão do Mendes
Professor de Administração – Sanitarista – Empresário - Escritor
Venda de leite na propriedade rural
O Decreto Lei, da época da ditadura, que proibia a venda de leite cru, de certa forma se justificava pelas condições de produção leiteria existentes então e, infelizmente, ainda se justifica para muitas propriedades rurais.
A tendência para a comercialização de leite cru está presente em muitos países e é irreversível. No Brasil, entretanto, precisamos conviver com estas restrições por algum tempo e buscarmos alternativas para a venda direta do produtor ao consumidor. Esta venda já existe em muitas propriedades rurais e pode ser estendida para a maioria dos produtores que atualmente fornecem para a indústria, identificados estes por suas condições satisfatórias de produção.
Entendemos como sendo amplamente favorável aos consumidores o fato de poderem dispor de um leite da boa qualidade, que seja realmente leite, e não um produto alterado, de discutível qualidade, com alto risco de contaminação e, em alguns casos, que não é mais leite.
O leite industrializado sofre quatro intermediações no seu percurso para chegar ao consumidor, transportador, indústria, distribuidor e ponto de venda, e poderá ser acessado sem intermediários, beneficiando produtor e consumidor.
O produtor, mediante um investimento que se paga no primeiro mês de comercialização, pode vender um excelente leite pasteurizado, em tudo semelhante ao leite Tipo “A” que já tem esta comercialização direta. Pela legislação atual, em vigor para os queijos artesanais, só terá de mensalmente comprovar a qualidade do produto, mediante análise de laboratório credenciado.
O produto estando em condições atestadas, não poderá ser impedido de ser fornecido ao consumidor do município e, em muitos casos, do Estado.
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